Sejam muito bem vindos!

É com grande prazer que venho através deste blog relatar informações sobre o Lazer e a Recreação;




widget

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O que é Ócio?

Ócio significa vagar; repouso; lazer; descanso; estado de quem não faz nada; preguiça. Daí surge as seguintes questões: Será que realmente estamos fazendo nada quando estamos no ócio? Nossa mente fica parada no espaço? Em que pensamos?

Nesse intervalo de tempo em que você, caro leitor, parou para refletir nas respostas, que poderiam agora, estar no seu ócio. Creio que sim.

A mente humana está sempre em movimento, ou seja, estamos pensando sempre, mesmo que não estejamos presentes no trabalho. Que tanto nos pressiona a não ter tempo para o ócio.

Um dos momentos de descanso no trabalho, as pessoas deveriam entrar numa sala, com uma estrutura agradável, sem papéis, mesas, computadores, ou seja, sem algo que lembre o trabalho, para pensarem, para criarem, para acharem soluções, que normalmente na rotina não lhes sobra tempo. É justamente nesse “descanso mental” que podem surgir grandes idéias, e que também compartilhadas, mostram maior eficiência nas outras pessoas que trabalham.

O ócio seja ele de que qualidade for, e que seja de preferência criativo, faz com que aprendemos com o que podemos realizar depois que a mente volta de uma parada. Quer dizer que quando gastamos nossas energias no trabalho, esquecemos que precisamos também de energia para o lazer. 

Não há nada melhor do que ficar na varanda da casa, curtindo uma rede e a brisa, lendo um bom livro. Isso é um ócio que requer pouquíssima energia, ou quase nada, além dos movimentos dos olhos ao ler, e palavras que são absorvidas. Quem sabe em um livro, você procure a solução da sua vida? Ou então tendo idéias produtivas? Por exemplo, um poeta pode muito bem está nessa rede, compondo mentalmente seus versos. 

No mundo atual, trabalhamos como antigamente, de forma primitiva, antes mesmo do surgimento da indústria, onde nossas horas de lazer são mais uma compensação pelas horas trabalhadas do que seria na verdade, o lazer em si. 

Nesse caso, o ócio não significa preguiça, sedentarismo. O ócio criativo significa, então, um exercício de junção entre atividade, lazer e estudo, sugerindo ao ser humano um desenvolvimento holístico sobre a vida.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Danças Circulares





OBJETIVOS

Desenvolver temas significativos para a espontaneidade e a criatividade
Proporcionar maior ordem, harmonia, alegria individual e coletiva, através de sequência cadenciada e rítmica de coreografias universais.

METODOLOGIA
  • Dançar em círculos para fazer com que todos sejam igualmente responsáveis pela conquista do objetivo do grupo – realizar as coreografias;
  • Cada conquista é brindada com um novo e maior desafio para motivar os participantes;
BENEFÍCIOS
  • Valorizar o trabalho em equipe;
  • Compartilhar talentos;
  • Superar novos desafios com atitudes positivas;
  • Perceber e respeitar o espaço pessoal e o espaço do outro;
  • Valorizar a cooperação, a diversidade e a inclusão do diferente;
  • Valorizar a flexibilidade e a sintonia para atingir objetivos comuns;
  • Adaptar-se a ritmos e estilos diferentes;
  • Ampliar o repertório de movimentos;

Corrida Orientada

Orientação é um desporto individual que tem como objetivo percorrer uma determinada distância em terreno variado e desconhecido, obrigando o atleta a passar obrigatoriamente por determinados pontos no terreno (postos de controlo) e descritos num mapa distribuído a cada concorrente. É permitido o uso de uma bússola.


Os tempos gastos para percorrer o trajeto são em função das capacidades física dos participantes, do treino de ler o mapa e da rapidez de se orientarem utilizando técnicas estabelecidas, assim como, das suas capacidades de adaptação ao terreno e da escolha correcta dos itinerários.


Os percursos são de uma extrema variedade e as característica do terreno são diversas: areia, florestas mais ou menos densas, relevos mais ou menos acidentados, etc. O grau de dificuldade é estabelecido de acordo com a categoria dos atletas e conforme a sua idade (geralmente entre 10 e 80 anos).

 Percurso de orientação

Como proposta de ação competitiva ou de lazer é escolhido um itinerário havendo além de uma partida e de uma chegada, que podem ser ou não coincidentes, outros locais obrigatórios de passagem sinalizados com uma baliza prismática de cor laranja e branca.

Na partida, cada concorrente recebe um mapa onde está inscrito o percurso a seguir. Os postos de controle são desenhados na carta com círculos numerados e unidos por uma linha reta entre cada posto de controle.

O concorrente é livre de escolher o seu próprio itinerário e obrigatoriamente deve visitar esses postos de controle pela ordem correcta que se encontra expressa no mapa distribuído.

Para comprovar a passagem pelos diferentes postos de controle e mediante a ordem imposta, o concorrente perfura um cartão de controle, que obrigatoriamente tem que transportar, por intermédio de um agrafador ou alicate que se encontra junto de cada baliza. Cada alicate tem um padrão de perfuração diferente e correspondente a cada um dos postos de controle.
Modernamente, já é utilizado um “chip” identificador por cada concorrente em substituição do tradicional alicate. 

Cartas

O mapa para orientação é uma carta topográfica detalhada, contendo o necessário para a competição.

Deve de obedecer a determinados requisitos como:

  • Representar com a maior fidelidade possível as condições do terreno na época da competição;

  • Ser completa e detalhada;

  • Ser isentas de qualquer indicação que não sirva a finalidade;

  • Ser clara e fáceis de ler mesmo à noite;

  • Ter no seu todo uma precisão que permita usar bem os instrumentos de navegação (Bússola e escalas);

  • Ser resistente ao tempo e ao manuseio durante a competição.

Hoje em dia, os mapas mais comuns que se utilizam estão na escala de 1/15 000, utilizando cinco cores representando os diferentes acidentes do terreno.

Competição

É uma prova desportiva que pode ser praticada por todos os escalões etários. 

Para tal, os concorrentes são divididos segundo determinados grupos de idade.


Existem provas individuais e de estafetas ou revezamentos.

Categorias

Os praticantes são divididos em categorias, segundo o sexo, idade e nível técnico, de acordo com a dimensão do evento, não havendo limite de idade. Os níveis são os seguintes: Novatos (N), Difícil (B), Muito difícil (A) e Elite (E).

terça-feira, 31 de maio de 2011

Lazer, trabalho e qualidade de vida

O significado de lazer como o inverso das obrigações de diferentes naturezas, principalmente das obrigações do trabalho, vem predominando em nosso contexto. Freqüentemente, entende-se o lazer como tempo de "não-trabalho", tempo "livre" ou "desocupado"; tempo dedicado à diversão, à recuperação de energias, à fuga das tensões e ao esquecimento dos problemas que permeiam a nossa vida cotidiana.

Constituindo um momento propício para gozar a vida, difunde-se a idéia de que o lazer é capaz de proporcionar tudo aquilo de que somos privados não somente no trabalho, mas em todas as dimensões de nosso viver: o prazer, a liberdade, a alegria, a autonomia, a criatividade e a realização. Contudo, o lazer fracassa juntamente com as nossas insatisfações, pois não representa um fato isolado da dinâmica social mais ampla, refletindo as contradições e as múltiplas formas de alienação e de marginalização presentes em nosso meio.

Nesse sentido, para compreender porque o lazer vem sendo concebido como um tempo oposto ao trabalho, capaz de resolver ou atenuar as mazelas da sociedade, é essencial analisar o seu processo de constituição histórica no mundo ocidental, sempre concebido em função de determinados interesses hegemônicos.

A qualidade de vida almejada pelo lazer em seu sentido social, histórico, cultural e político assume, pois, os princípios da qualidade sociocultural, elemento chave na batalha por condições dignas para todos. Assim, o lazer se torna um espaço para a luta contra a exploração e alienação dos sujeitos, procurando desenvolver a consciência reflexiva calcada não somente na realidade concreta, mas também na possibilidade de atuar sobre ela em busca de saídas.

Para tanto, é preciso desenvolver uma educação para (e pelo) lazer que abrace o seu papel multicultural, valorizando o afetivo, a solidariedade e a inter-subjetividade, considerando, ainda, a diversidade cultural e a democratização social na construção de uma educação para todos que enfatize a igualdade mas não elimine as diferenças. Assim, é preciso alargar espaços para os sonhos, para os desafios e para os riscos que suas realizações impõem. E é justamente o repartir da alegria nesse processo que colabora com a formação de sujeitos lúdicos e com o compromisso do lazer com a promoção da qualidade de vida. 

BIBLIOGRAFIA


ARENDT, Hannah. A condição humana. 6. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1993.
ARISTÓTELES. A política. Rio de Janeiro: Ediouro, [ s.d.] .
ARROYO, Miguel Gonzáles. Revendo os vínculos entre trabalho e educação; elementos materiais da formação humana. In: SILVA, Tomás Tadeu da (Org.). Trabalho, educação e prática social. Porto Alegre: Artes Médicas, 1991. p. 163 - 216.
CHAUÍ, Marilena de Souza. Primeira filosofia: lições introdutórias. 6. ed. São Paulo: Brasiliense, 1986.
FRIEDMANN, Georges. O trabalho em migalhas. São Paulo: Perspectiva, 1983.
IBRAHIM, Hilmi. Feudal societies: learning from the past. Journal of physical educacion, recreation and dance/Leisure today, Washington/USA, v. 60, n. 4, p. 40-41, apr., 1989.
MARCELLINO, Nelson Carvalho. Lazer e Educação. Campinas. Papirus, 1987.
SOUSA, Eustáquia Salvadora de. Meninos, à marcha! Meninas, à sombra!; história do ensino da Educação Física em Belo Horizonte – 1897-1994. Campinas: Faculdade de Educação da UNICAMP, 1994. (Tese de Doutoramento).
TOURAINE, Allain. Crítica da Modernidade. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1994.
WERNECK, Christianne Luce Gomes. O uso do corpo pelo jogo de poder na Educação Física. Belo Horizonte: Escola de Educação Física da UFMG, 1995. (Dissertação de Mestrado).
YOSHIOKA, Carlton, SIMPSON, Steve. The aristotelian view of leisure; Athens, Sparta and Rome. Journal of physical educacion, recreation and dance/Leisure today, Washington/USA, v. 60, n. 4, p. 36-39, apr., 1989

Lazer, turismo e mercado de trabalho

O lazer torna-se alienante e evasivo quando assume um papel mercadológico através do turismo. É importante enfatizar que esse processo ocorre tendo em vista a massificante oferta de produtos de lazer cujas motivações de consumo estão desvinculadas da livre vontade e busca de satisfação, estando relacionadas a estratégias de marketing, de manipulação e à busca de status.

Ao discutir lazer, turismo e mercado de trabalho, devemos inicialmente estabelecer as relações entre os temas para compreender, posteriormente, a complexidade e a interdependência dessas relações. É de conhecimento geral que o lazer é uma das facetas do turismo, podendo ser considerado, inclusive, como uma das suas áreas de atuação. Da mesma forma, o turismo pode ser encarado como uma das representações do lazer, ou seja, pode ser visto como uma forma de lazer.

A partir dessa relação, Lazer e Turismo podem desempenhar diversos papéis dentro do quadro social, sendo relevante destacar que a determinação desses papéis está relacionada a diversos fatores como, por exemplo, a forma como são encarados esses conceitos. O lazer pode ser considerado um fator de desenvolvimento cultural e social que proporciona ao indivíduo satisfação, atuando em diversos mecanismos físicos e psíquicos. Além disso, o lazer é um fator de integração social, ou seja, proporciona ao indivíduo convívio e relacionamento com os demais.
 
No entanto, o lazer torna-se alienante e evasivo quando assume um papel mercadológico através do turismo. É importante enfatizar que esse processo ocorre tendo em vista a massificante oferta de produtos de lazer cujas motivações de consumo estão desvinculadas da livre vontade e busca de satisfação, estando relacionadas a estratégias de marketing, de manipulação e à busca de status.
Além disso, é fundamental ressaltar que, nesse caso, o lazer torna-se fator de desintegração social, pois ao invés de promover o convívio, promove a segregação social. Nesse caso, o lazer passa a restringir-se a um determinado público que tem condições financeiras de consumi-lo. O ideal é que o lazer e o turismo, ou mesmo o lazer turístico, estejam ao alcance de toda a população proporcionando satisfação, bem-estar e integração social em nível coletivo.

Em relação ao mercado de trabalho para o profissional de turismo ou para o profissional de outras áreas que atua no setor de lazer, é interessante aludir ao grande crescimento da área e das oportunidades de atuação. É possível atuar em diversas áreas assim como são diversas as oportunidades de atuação que vão desde a área empresarial, passando por iniciativas relacionadas à produção cultural, serviços sociais, marketing, chegando às atividades artísticas e à área de educação física.

No entanto, o profissional ligado ao lazer enfrenta alguns problemas que impedem um maior crescimento do mercado de trabalho. Alguns desses problemas seriam facilmente solucionados a partir de uma reflexão acerca das atividades de lazer e da formação profissional daqueles que atuam na área. Podemos apontar como um dos problemas enfrentados por esses profissionais, a falta de reconhecimento profissional e de regulamentação específica que contemple jornada de trabalho, formas de atuação e salário. Além disso, enfrentam o preconceito das pessoas que tem em mente tratar-se de uma profissão fácil e que pode ser desempenhada por qualquer um, desde que seja carismático e criativo. 

É fato que a atuação na área de lazer sugere a interdisciplinaridade, ou seja, pede a formação de uma equipe em que estejam envolvidos profissionais de diversas áreas.  É interessante aludir à grande exigência do mercado de trabalho, pois esses profissionais devem possuir, além de uma formação geral e conhecimentos específicos, aptidão em diversas e distintas áreas de atuação e funções, pois ao mesmo tempo em que o profissional deve estar apto a desenvolver atividades de recreação, deve estar apto a ser administrador das mesmas, por exemplo.
 
Conclui-se, portanto, que ao discutir lazer, turismo e mercado de trabalho, nos deparamos com um emaranhado contexto em que esses elementos relacionam-se de diversas formas. Essas relações são bastante complexas e relativas, sendo necessário apelar não só para os fatos, mas também para a consciência humana, pois são inúmeros os desafios enfrentados pelos profissionais atuantes nessa área. É importante considerar que existem muitos obstáculos a serem contornados, como as inúmeras distorções motivacionais relacionadas ao lazer, provocadas pela busca de status e prestígio social, bem como suas conseqüências, a exclusão e desintegração social.

Referências Bibliográficas:
 
ANDRADE, José Vicente. Lazer: Princípios, tipos e formas na vida e no trabalho. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.
BENI, Mario Carlos. Análise estrutural do turismo. 6 ed. São Paulo: Senac, 2001.
BRUHNS, Heloisa Turini (Org.). Introdução aos Estudos do Lazer. Campinas-SP: Editora da Unicamp, 1997.
FRANÇA, Junia Lessa. Manual para normatização de publicações técnico - cientificas. 6ª ed. Belo Horizonte: UFMG, 2003.
MARCELLINO, Nelson Carvalho. Estudos do Lazer: Uma Introdução. 3 ed. Campinas-SP: Autores Associados, 2002.
MARCELLINO, Nelson Carvalho (Org.). Lazer: Formação e Atuação Profissional. 4 ed. Campinas-SP: Papirus, 2001.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O que é acantonamento?

Acantonamentos geralmente utilizam construções provisórias, especialmente adaptadas para esse fim, ou construções permanentes, públicas ou privadas, devendo estas ser devidamente adquiridas ou requisitadas. 

Este último tipo é o que vem sendo mais utilizado pelo Brasil na missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti. 

Os acantonamentos podem ser utilizados como área de recuperação para tropas recém saídas de combate, preferencialmente a um acampamento, cuja infra-estrutura é mais precária.
 
Na Ásia Meridional, o termo acantonamento costuma se referir a estações militares permanentes. 

Atualmente existem acantonamentos desta espécie em Bangladesh, Índia, Paquistão, África do Sul, Gana, Sri Lanka e Nepal.

No Escotismo, um acantonamento é um pernoite em algum lugar coberto, isto é, que não esteja ao ar livre.

Sendo que hoje em dia no Brasil os acantonamentos tem como significado a Educação e o estudos do meio, sendo também utilizados com o nome de "acampamentos" de férias para a realização de atividades de recreação, esporte, e estudo o meio ambiente.

O que é acampamento?

Acampamento (do inglês, camping) é um local onde se estabelecem barracas ou tendas, geralmente com proximidade à natureza onde toda a infra-estrutura é levada pelos campistas, tal prática é conhecida por campismo.

ACAMPAMENTO DE FÉRIAS

No Brasil mesmo existe um grande número de acampamentos para jovens e crianças. Localizados em fazendas com infra-estrutura necessária para abrigar a todos confortavelmente. 

A grande maioria é monitorada por equipes experientes que organizam, acompanham e também participam de jogos durante os dias em que as crianças ficam hospedadas. Normalmente com a duração de uma semana, este período ficam apenas sob os cuidados da monitoria e superiores, sem a presença dos pais.

Nestes lugares as crianças podem aprender muitas coisas novas que não aprenderiam sob os cuidados e costumes cotidianos, além de aprender a conviver com pessoas diferentes e muitas situações diferentes.