Sejam muito bem vindos!

É com grande prazer que venho através deste blog relatar informações sobre o Lazer e a Recreação;




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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Jogos teatrais de Viola Spolin

Os JOGOS TEATRAIS não são quaisquer jogos, mas uma preparação e vivência da prática teatral, onde estruturas operacionais (O QUE, O QUEM, O COMO) procuram possibilitar a experiência das convenções da interpretação teatral e de suas técnicas na forma de vivências de jogos de teatro.

Cada jogo é construído a partir de um FOCO específico, desenvolvido a partir de instruções e regras que levam o jogador a desenvolver formas da arte teatral. Sua base é a experiência prática e social do grupo e do ator, onde são fisicalizadas as possíveis experiências, que estão relacionadas em vários de seus livros com as específicas intruções. Procura-se, com os jogos teatrais, desenvolver uma forma de prática teatral que não seja elaborada apenas na mente do ator ou jogador, mas por sua vivência improvisacional;

Seu método propõe que o teatro seja feito por qualquer pessoa que pode aprender a atuar e ter uma experiência criativa pelo teatro, afirmando que teatro não tem nada a ver com talento. Os jogos teatrais são fortemente fundamentados nas técnicas de interpretação de Stanislavski e Brecht.

Maria Lucia Souza Barros Puppo considera o sistema de jogos teatrais "a operacionalização lúdica dos princípios inerentes ao método das ações físicas de Stanislavski (Regras do jogo na escola in Dossiê Jogos Teatrais. Revista Fênix)". Ingrid Koudella aprofundou-se nos preceitos brechtianos presentes na obra de Spolin.

Princípios:
Cquote1.png Qualquer um pode atuar, qualquer um pode improvisar, qualquer um pode adquirir as habilidades e competências para ser o senhor dos palcos. Teoria e Fundamentos pg. 3 IN Improvisation for Theater, 1999 Cquote2.png

Método:

Cquote1.png Aprendemos pela experiência e pela experimentação e, antes de mais nada, ninguém ensina nada para alguém. (cap. Teoria e Fundamentos pg. 3 in Improvisation for Theater, 1999 Cquote2.png


Jogo de improviso

Teatro Desporto é uma forma de representação onde duas equipas de actores fazem cenas de teatro improvisadas, em forma de concurso, através de jogos pré-definidos. Com a ajuda de um apresentador, o público faz parte das cenas para que os jogos ocorram, interagindo e sugerindo relações, problemas, locais, etc., mas também sendo "juízes". A clareza da estrutura do "concurso" faz deste espectáculo uma forma dinâmica que dá espaço para cenas hilariantes e pouco convencionais. O músico em palco improvisa sons em instrumentos de percussão e outros artesanais, com base no jogo que está a decorrer, o que proporciona um efeito surpresa rico e dinâmico às cenas. O Teatro desporto é a comédia de improviso em que o público ri das variadas maneiras de improvisação dos atores.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O que são jogos Folclóricos?

Além dos contos, danças, festas e lendas, o folclore brasileiro é marcado pelas tradicionais brincadeiras.

As brincadeiras folclóricas são aquelas que passam de geração para geração. Muitas delas existem há décadas ou até séculos.

Costumam sofrer modificações de acordo com a região e a época, porém, a essência das brincadeiras continua a mesma da origem.


Grande parte das brincadeiras folclóricas envolve disputas individuais ou em grupos. Possibilitam também a integração e o desenvolvimento social e motor das crianças.

A preservação destas brincadeiras é muito importante para a manutenção da cultura folclórica. Por isso, são muito praticadas, principalmente, durante o mês de agosto que é destinado ao folclore.

Jogos, brincadeiras e brinquedos do folclore:

- Soltar pipa: as pipas, também conhecidas como papagaios, são feitas de varetas de madeira e papel. Coloridas, são empinadas (soltadas) pelos meninos em dias de vento. Com uma linha, os garotos conseguem direcionar e fazer malabarismos no céu.


- Estilingue: também conhecidos como bodoques, são feitos de galhos de madeira e borracha. Os meninos usam pedras para acertar alvos (latas, garrafas e outros objetos). 


- Pega-pega: esta brincadeira envolve muita atividade física. Uma criança deve correr e tocar outra. A criança tocada passa  ter que fazer o mesmo.


- Esconde-esconde: o objetivo é se esconder e não ser encontrado pela criança que está procurando. A criança que deverá procurar deve ficar de olhos tapados e contar até certo número enquanto as outras se escondem. Para ganhar, a criança que está procurando deve encontrar todos os escondidos e correr para a base. 


- Bola de gude: coloridas e feitas de vidro, são jogadas no chão de terra pelos meninos. O objetivo é bater na bolinha do adversário para ganhar pontos ou a própria bola do colega.


- Boneca de pano: feitas pelas mães e avós, são usadas em brincadeiras pelas meninas para simular crianças integrantes de uma família imaginária.


- Pião: a brincadeira de pião ainda faz muito sucesso, principalmente, nas regiões do interior do Brasil. Feitos de madeira, os piões são rodados no chão através de um barbante que é enrolado e puxado com força. Muitas crianças pintam seus piões. Para deixar mais emocionante a brincadeira, muitos meninos fazem malabarismo com os piões enquanto eles rodam. O mais conhecido é pegar o pião com a palma da mão enquanto ele está rodando.

O que é jogo cooperativo?

Nesse contexto e em busca de superar a visão excessivamente esportivizada da Educação Física e a exacerbação da competição, os Jogos Cooperativos (JC) são apresentados como uma nova e importante proposta para o cotidiano da Educação Física escolar. Embora ainda seja considerada uma proposta carente de estudos e de aprofundamento em alguns aspectos filosóficos, sociológicos e pedagógicos, apresenta-se como bastante adequada aos propósitos de uma Educação Física escolar não competitiva (Correia, 2006b; Darido, 2001). 

Educação Física escolar, esportivização, competição e Jogos Cooperativos
 
A EF escolar é historicamente influenciada pelo esporte de rendimento, além de facilmente incorporar a competição como elemento fundamental de sua existência. Lovisolo (2001) confirma isso, da seguinte forma: "considero que a competição que se expressa em ganhar e perder é a alma do esporte" (p.108) e "creio, portanto, que se há atividade esportiva na escola, algum grau de competição estará presente" (p.109).

Essa visão (compartilhada por muitos professores) demonstra o quanto ainda encontra-se polêmico o ideal de uma Educação Física escolar que supere a predominância das concepções competitivista e esportivista. Sob essa perspectiva, as aulas são orientadas pela adaptação do esporte de rendimento às condições estruturais da escola, criando o processo de esportivização das atividades e reforçando o "mito da competição" (Correia, 2006a). Mito que acaba perpetuando uma concepção equivocada de que o aluno precisa aprender a competir para sobreviver às adversidades sociais, políticas e econômicas da vida lutando contra seus pares.

Por isso, entendemos a importância e a relevância de estudarmos e refletirmos sobre a proposta dos JC como possibilidade de intervenção teórica e prática nesse contexto polêmico. Para Bertrand (2001), a educação do futuro exigirá das crianças e jovens de hoje a formação de valores diferentes da competição, da segregação e do racismo, a Educação Física escolar e os Jogos Cooperativos podem devem assumir tal desafio (Correia, 2006a).

sábado, 14 de maio de 2011

Classificação de jogos recreativos ou atividades recreativas

O objetivo da classificação de jogos recreativos ou atividades recreativas, além da padronização, é evidenciar a funcionabilidade dessas atividades dentro de uma programação ou de um programa de lazer e recreação.
 
Para escolhermos uma determinada atividade para fazer parte da nossa programação, é necessário que saibamos suas características e classificações. 

De acordo com os objetivos aos quais nos propomos alcançar, escolhemos uma determinada atividade recreativa.

Vejamos o que alguns como alguns autores classificam as atividades recreativas:

Segundo Ferreira, Vanja. Educação Física - Recreação, Jogos e Desportos; 2003
 
Classifica os jogos ou (atividades) como:
 
Grande jogo - grande números de participantes. Difícil se ser dominado.
 
Pequeno jogo - extrai dos participantes características individuais como: velocidade, destreza, força.
 
Revezamento ou Estafetas - constitui-se pelo revezamento dos participantes para a realização de tarefas. É uma atividade em grupo que preza pelas potencialidades individuais. Indicado para a infância. Jogos combinados (exigem mais de uma aptidão física), correr, saltar, giros.
 
Aquáticos - jogos realizados dentro da água, com excelente valor terapêutico por diminuir o impacto causado pelo solo.
 
Jogos sensoriais - utilizam os sentidos (tato, visão, audição, etc). esses jogos desenvolvem o pensamento, diminui a tensão.
 
Jogos Sociais de Mesa - jogos que são realizados na mesa, com caráter educativo, sem estimular os jogos de azar.

O que é jogo?

Jogo é toda e qualquer atividade em que as regras são feitas ou criadas num ambiente restrito ou até mesmo de imediato, em contrapartida ao desporto (esporte, no Brasil), em que as regras são mais estáveis. Geralmente, os jogos têm poucas regras e estas tendem a ser simples. Pode envolver um jogador sozinho ou dois ou mais jogando cooperativamente. 

Jogos são atividades estruturadas ou semi-estruturadas, normalmente praticadas com fins recreativos e, em alguns casos, como instrumento educacional. 

São, geralmente, distintos do trabalho, que visa remuneração e da arte, que está geralmente associado à expressão de idéias. 

Esta separação não é sempre precisa, assim, há jogos praticados por remuneração e outros associados à expressão de idéias e emoções. 

Jogos geralmente envolvem estimulação mental ou física, e muitas vezes ambos. Muitos deles ajudam a desenvolver habilidades práticas, servem como uma forma de exercício, ou realizam um papel educativo, simulacional ou psicológica. 

De acordo com Chris Crawford, a exigência de interação entre jogadores coloca atividades como quebra-cabeças e "jogos" de paciência na categoria dos quebra-cabeças ao invés de jogos.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Imaginação e recriação do brinquedo


O brinquedo industrializado é uma mercadoria criada para formar nas crianças modos de agir e de pensar correspondentes aos da ideologia dominante.

Ao contrario do que se da com os adultos, as crianças não procuram no brinquedo uma forma de evasão. Desejam, sim, explorar e conhecer melhor o real, criando-o ou recriando-o, à  sua maneira. Assim, o uso e o sentido que atribui ao brinquedo nem sempre é aquilo que as aparências sugerem; nem sempre é obvio, com geralmente ocorre quando adultos estão brincando.

No brinquedo, o modo de pensar e agir da criança freqüentemente se opõe ao modo de agir e pensar do adulto. Isso acontece quando as crianças, por exemplo, “encostam” brinquedos mais caros e sofisticados e se apegam a outros bem simples, aos quais o mundo adulto não dá valor algum. Nesses, porem, encontram uma matéria fértil para sua fabulação.

O exercício da fantasia é, para criança, uma possibilidade de liberação para que seus desejos se manifestem e realizem. Ela se torna ainda mais importante na medida em que permite às crianças expressar simbolicamente tudo aquilo que foi reprimido através de um processo fluente, natural e sem culpa.

Aos poucos, porem, à medida que as crianças vão crescendo e que a sociedade procura moldá-las à sua imagem (arida, adulta, e limitada), muito se perde da sensibilidade e da riqueza expressiva.

Os brinquedos se revelam extremamente importantes nesse processo, já que permitem um espaço em que as crianças podem resistir a essa tentativa de mutilação social dos sentidos. (Paulo de Salles Oliveira)