Sejam muito bem vindos!

É com grande prazer que venho através deste blog relatar informações sobre o Lazer e a Recreação;




widget

sábado, 14 de maio de 2011

Classificação de jogos recreativos ou atividades recreativas

O objetivo da classificação de jogos recreativos ou atividades recreativas, além da padronização, é evidenciar a funcionabilidade dessas atividades dentro de uma programação ou de um programa de lazer e recreação.
 
Para escolhermos uma determinada atividade para fazer parte da nossa programação, é necessário que saibamos suas características e classificações. 

De acordo com os objetivos aos quais nos propomos alcançar, escolhemos uma determinada atividade recreativa.

Vejamos o que alguns como alguns autores classificam as atividades recreativas:

Segundo Ferreira, Vanja. Educação Física - Recreação, Jogos e Desportos; 2003
 
Classifica os jogos ou (atividades) como:
 
Grande jogo - grande números de participantes. Difícil se ser dominado.
 
Pequeno jogo - extrai dos participantes características individuais como: velocidade, destreza, força.
 
Revezamento ou Estafetas - constitui-se pelo revezamento dos participantes para a realização de tarefas. É uma atividade em grupo que preza pelas potencialidades individuais. Indicado para a infância. Jogos combinados (exigem mais de uma aptidão física), correr, saltar, giros.
 
Aquáticos - jogos realizados dentro da água, com excelente valor terapêutico por diminuir o impacto causado pelo solo.
 
Jogos sensoriais - utilizam os sentidos (tato, visão, audição, etc). esses jogos desenvolvem o pensamento, diminui a tensão.
 
Jogos Sociais de Mesa - jogos que são realizados na mesa, com caráter educativo, sem estimular os jogos de azar.

O que é jogo?

Jogo é toda e qualquer atividade em que as regras são feitas ou criadas num ambiente restrito ou até mesmo de imediato, em contrapartida ao desporto (esporte, no Brasil), em que as regras são mais estáveis. Geralmente, os jogos têm poucas regras e estas tendem a ser simples. Pode envolver um jogador sozinho ou dois ou mais jogando cooperativamente. 

Jogos são atividades estruturadas ou semi-estruturadas, normalmente praticadas com fins recreativos e, em alguns casos, como instrumento educacional. 

São, geralmente, distintos do trabalho, que visa remuneração e da arte, que está geralmente associado à expressão de idéias. 

Esta separação não é sempre precisa, assim, há jogos praticados por remuneração e outros associados à expressão de idéias e emoções. 

Jogos geralmente envolvem estimulação mental ou física, e muitas vezes ambos. Muitos deles ajudam a desenvolver habilidades práticas, servem como uma forma de exercício, ou realizam um papel educativo, simulacional ou psicológica. 

De acordo com Chris Crawford, a exigência de interação entre jogadores coloca atividades como quebra-cabeças e "jogos" de paciência na categoria dos quebra-cabeças ao invés de jogos.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Imaginação e recriação do brinquedo


O brinquedo industrializado é uma mercadoria criada para formar nas crianças modos de agir e de pensar correspondentes aos da ideologia dominante.

Ao contrario do que se da com os adultos, as crianças não procuram no brinquedo uma forma de evasão. Desejam, sim, explorar e conhecer melhor o real, criando-o ou recriando-o, à  sua maneira. Assim, o uso e o sentido que atribui ao brinquedo nem sempre é aquilo que as aparências sugerem; nem sempre é obvio, com geralmente ocorre quando adultos estão brincando.

No brinquedo, o modo de pensar e agir da criança freqüentemente se opõe ao modo de agir e pensar do adulto. Isso acontece quando as crianças, por exemplo, “encostam” brinquedos mais caros e sofisticados e se apegam a outros bem simples, aos quais o mundo adulto não dá valor algum. Nesses, porem, encontram uma matéria fértil para sua fabulação.

O exercício da fantasia é, para criança, uma possibilidade de liberação para que seus desejos se manifestem e realizem. Ela se torna ainda mais importante na medida em que permite às crianças expressar simbolicamente tudo aquilo que foi reprimido através de um processo fluente, natural e sem culpa.

Aos poucos, porem, à medida que as crianças vão crescendo e que a sociedade procura moldá-las à sua imagem (arida, adulta, e limitada), muito se perde da sensibilidade e da riqueza expressiva.

Os brinquedos se revelam extremamente importantes nesse processo, já que permitem um espaço em que as crianças podem resistir a essa tentativa de mutilação social dos sentidos. (Paulo de Salles Oliveira)

O brinquedo e a criatividade

Há varias possibilidades de entendimento da criatividade. Existem explicações que valorizam a pessoa que cria; outras enfatizem o processo criador;

A primeira delas é aquela que define a criatividade como um dom. Sendo a criatividade uma dádiva de nascença, ela é restrita a determinadas pessoas.

Uma segunda forma de interpretação da criatividade coloca-se no extremo oposto da perspectiva anterior. Assumindo uma postura de caráter liberal, nega que a criatividade seja uma qualidade intrínseca de uns poucos bem-dotados.

É um posicionamento que pode ser depreendido em situações nas quais, por exemplo, um professor de atividades artísticas procura comportar-se como um “colega de classe” de seus alunos. Sua proposta básica se resume em solicitar aos alunos que “façam o brinquedo que bem quiserem” porque “o professor não deve impor nada”.

Sob a aparência de liberdade, reina de fato a ilusão quando um pai, por exemplo, ainda que movido por boas intenções, presenteia seus filhos com brinquedos eletrônicos para que, assim, eles possam exercer sua criatividade, ajustando-a aos novos tempos da informática, acaba reforçando essa ilusão.

A posse do objeto-brinquedo vem minimizar o mal-estar ou o “atraso cultural” causando pelo não-conhecimento. Do mesmo modo, o professor ao ”dar liberdade” e “abolir imposições” acaba rejeitando a figura do mestre soberano, dono do saber, mas também abdica de sua atuação educativa, que não é feita de imposições, mas tampouco de concessões absurdas (o que é dar liberdade?).

A terceira perspectiva questiona as outras duas e propõe outro encaminhamento. A criatividade nem é dom de um determinado número de privilégios bem-nascidos nem tampouco é prática que necessariamente ocorre quando se “dá liberdade”. A criatividade supõe trabalho. (Paulo de Salles Oliveira)

terça-feira, 10 de maio de 2011

A criatividade e o lixo da história

Dadas as condições sociais precárias em que vive boa parte da população, não deixa de ser válido, procurar extrair daquilo que restou do meio ambiente, ou mesmo de outros materiais disponíveis, a matéria-prima para realização ou confecção do brinquedo. (Paulo de Salles Oliveira)

O brinquedo, a criação e a imaginação

A riqueza do brinquedo decorre de sua capacidade de investigar a imaginação infantil. E não, como muitos acreditam, da possibilidade de imitação de gestos, informações, atitudes e crenças veiculadas na situação de brinquedo.

A imitação, considerada como meta, representa um sinal de conformismo e de estagnação. Supõe que as crianças devem assimilar, nos brinquedos a reprodução da sociedade, adestrando-se assim a geração de manhã. A atração exercida por um ídolo, qualquer seja ele um super-herói do cinema, das revistas, da tevê ou do brinquedo, é usada não só como fator de reverencia aos seus efeitos, mas como modelo a ser imitado. (Paulo de Salles Oliveira)

sábado, 7 de maio de 2011

A questão dos brinquedos bélicos


Todo brinquedo é educativo, ou seja, sempre há em qualquer brinquedo um conjunto de mensagens implícitas ou explicitas a serem assimiladas ou transformadas pela criança. Contudo, ele tenderá a assumir com plenitude suas mais significativas funções educativas na medida em que engendrar mistérios capazes de sugerir diferentes recriações por parte da criança.

Brinquedos chamados bélicos, conviriam lembrar a confissão feita por um dos grandes teóricos da psicanálise, Wilhelm Reich, ao procurar compreender melhor as reações infantis.

Nesse tipo de brinquedo, a criança pode até exteriorizar sua agressividade, mas isso ocorre numa outra dimensão do real, ou seja, na esfera simbólica. Assim, a criança pode disparar e desferir golpes sem que haja tiros ou golpes para valer.

Todo para concluir, a exemplo do que Reich e outros já o fizeram, que o brinquedo de guerra representa para a criança não o desejo de matar, mas prazer do movimento, a beleza plástica dos equipamentos, o jogo de efeitos, a variedade dos gestos e muitas outras aventuras, em que a estrela principal não é a violência, mas sim a fantasia. (Paulo de Salles Oliveira)